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12 de agosto de 2010

Uma canção de embalar e um mês depois

Nós temos uma canção de embalar. Embalou tantas e tantas vezes o Tiago e embala agora o Diogo.
Cantamo-la baixinho, quase a sussurrar ao ouvido até que acabam por adormecer encostados ao nosso peito.
É a nossa canção de embalar, porque a "roubámos" para nós!


Ela vem de pé nuinho
O rabinho a dar a dar
Ó Nuky sai da frente
deixa o Tiago passar
Está na hora do soninho
Ó meu bem vai-te deitar
Dorme bem e sonha lindo
que a mamã está-te a guardar
Vai-te embora ó papão
do alto desse telhado
deixa dormir o Diogo
um soninho descansado
Amanhã um novo dia
que bom é ver-te acordar
um sorriso para o papá
e depois vens me abraçar
Um mês depois continuas a viver na nossa canção.
E continuarás sempre...

12 de julho de 2010

O meu amor de quatro patas!

Estou a tentar imaginar que ela está deitada na almofada em que se deita todas as noites, para dormir aos nossos pés. Ou então que está deitada numa das cadeiras da sala...
Estou a imaginar que talvez ela vá querer lamber o resto do iogurte que fica no fundo do copo. Que vou ouvi-la afiar as unhas no puff...

Que amanhã vai pedir festas antes de sairmos, e estará à porta quando entrarmos..
E estou a tentar acreditar que não preciso sentir cá dentro um vazio enorme. Um silêncio profundo.
E a certeza que perdi alguém que me ajudou a adormecer em tantas noites. E o que ela gostava de adormecer enroscada ao meu peito...e ronronava...ronronava!
Que nunca mais seremos acordados a meio da noite com as cócegas que os seus bigodes faziam na nossa cara!

Já disse que detesto sentir cá dentro o peso do "Nunca mais"...

Hoje vou adormecer com esse peso. Não vou senti-la saltar para a cama, e a deitar-se na almofada e ouvi-la ressonar!

Nunca mais a vou ver, andar aqui por casa.
Morreu magrinha, mas com um peso gigantesco nas nossas vidas.
Nunca vou esquecer a minha gata. Nunca vou esquecer a nossa gata...
E sei que amanhã vou saber agradecer o facto dela ter existido na minha vida.

Mas hoje...prefiro acreditar que está deitada na almofada em que se deita todas as noites, para dormir aos nossos pés. Ou então que está deitada numa das cadeiras da sala...e esquecer as saudades que já sinto cá dentro. Hoje e só hoje são mera fantasia.

Fica bem minha bichinha...