27 de fevereiro de 2009

Será

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias, ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda, ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão, ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.


Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.


Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!


Pedro Abrunhosa



P.S. Não baixes os braços!


26 de fevereiro de 2009

Perdida

Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que te descobri!
Encontras-te-me em frente à D.Maria. De repente paramos e eu olhei para ti.
Como nunca havia feito nos anos e anos que nos encontramos pelas ruas de Almada.
Os teus olhos esverdeados, brilhavam tanto!
Foi esse o momento. Esse milésimo de segundos em que descobri os teus olhos!
Falávamos horas a fio...
Ouviste-me. Olhaste-me como se olham as estrelas. Encantas-te-me com a tua maneira suave de me alcançar. Como se eu fosse intocável.
E eu deixei-me levar...porque percebi que eras tu!

Agora diz-me...onde estão os teus olhos esverdeados, que brilhavam tanto?
Eu...só sei que os perdi!

23 de fevereiro de 2009

Boneco de Plasticina!

O Tiago fez um boneco de plasticina.
O cabelo é azul e muito comprido. Têm cabeça, tronco e membros...e a barriga é a linha que o atravessa!...
Achei demais, pronto! E resolvi vir deixar um bocadinho da minha "baba-de-mãe" por estes lados!!!

18 de fevereiro de 2009

Crónica do Pássaro de Corda

«Vem-se à tona quando se deve vir à tona e mergulha-se quando se deve mergulhar. Quando se vem à tona, há que procurar a torre mais alta e subir até ao cimo. Quando se mergulha, há que descobrir o poço mais fundo e descer mesmo até lá abaixo.» E agora tinha ali um poço para o que desse e viesse.


Haruki Murakami

16 de fevereiro de 2009

Desculpa:

s. f.,

acto de desculpar ou de se desculpar;
ausência de culpa;
razão justificativa;
perdão;
indulgência, escusa, pretexto.

:
Não te quero nunca fazer mal!
:
do Lat. nunquamadv.,
em tempo algum;
jamais;
não.
:

14 de fevereiro de 2009

Para ti

Não sei até quando me amarás. Mas sei que vou sugar o "Nós" que criamos.
Foste tu que me ensinaste a amar, nas ruas de Almada, sempre que me davas um beijo no canto da boca e me perguntavas como estava o meu namorado.

Encontraste-me sempre que precisei, nos bancos da Emidio.
Crescemos juntos e sei que temos um caminho para percorrer.
Amo-te

12 de fevereiro de 2009

(...)

Desejei-te ontem, de mais, e hoje também.
Sinto saudades, é só. Não existe corpo, não existe face, não existe sexo e existe tudo isso.
Só o amor é imortal, acredita.
(...).


in Asfixia, Pedro Paixão

10 de fevereiro de 2009

(...)

Mas eu descobri a casa onde posso adormecer
Eu já desvendei o mundo e o tempo de perder
Aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior
Aqui tudo é tão novo tudo pode ser amor

Mas onde tudo morre tudo volta a nascer...


O Lugar
Tiago Bettencourt

(...)

Existe vento que nos toca, nos percorre, nos envolve, nos emociona!
Há um vento que embora nos faça percorrer um caminho mais sinuoso, revela-se bom...muito bom!

Serei sempre feliz por "Vos" ter conquistado!

P.S. Abraças-me???

9 de fevereiro de 2009

(...)

Hoje queria caminhar na praia quando o vento está muito forte. Sentir a areia solta a bater nas pernas.
Lutar contra o vento.

Vagueie muito pela praia. Assim...sem destino!

E conquistei tanto do que desejei nessas caminhada, tanto do que segredei ao vento!
E neste momento...hoje e só hoje...sinto falta da libertação que aquele vento me ofereceu enquanto caminhava com passos pequenos.

Sinto falta do aconchego que o resto da vida me dava. Porque ainda não "nos" tinha conquistado. Sinto falta da espontaneidade com que vivia os dias em que caminhava na praia contra o vento.
Porque não tinha conquistado nada e tinha os meus passos pequenos.
E tinha os desejos que segredava ao vento! E tinha a certeza que podia conquistar tudo!

Sinto-vos as horas, os minutos e os segundos da minha vida.
Hoje e só hoje, sinto-vos como o vento!

6 de fevereiro de 2009

Tatuagem II



Viajei no tempo!.
Gosto de caminhar "no centro de mim"!
Com passos pequenos e com a certeza que vivi. Recordar. Reviver.
Viajei no tempo e voltei a estar naquele autocarro a caminho de Barcelona.
Ouvi vezes sem conta esta música. Vezes e vezes, enquanto olhava o horizonte e a noite começava a substituir o dia!
Não fui feliz naquela viagem. Mas trago comigo o cheiro daquela cidade!
Barcelona ficou-me gravada na pele. Como uma tatuagem!
E agora viajei no tempo.
Voltei a ter 18 anos. Os 18 do meu maior erro.
Os 18 da minha maior lição. E esta música foi a sua banda sonora!
Relembra-me que tenho sempre que ser "EU".
E que quando não sou "EU"...não sou feliz!

1 de fevereiro de 2009

Primeiro Amor

Dizem que passam o tempo a brincar juntos.
Ele e Ela, que parece a Branca de neve com três anos.

É uma relação Amor-Ódio.
Ora ali estão, serenos a partilhar brincadeiras...
Ora se chateiam e brigam. Puxam cabelos e arranham a cara!
Depois fazem as pazes e querem ir de mãos dadas para o refeitório!

No último dia da semana, ele despediu-se com um abraço e ela com um beijinho.
Disse ao pai que brincou com ela aos pais e às mães!
Acho que é o seu primeiro amor. Assim, à maneira dele e a vive-lo como deve viver um bocadinho-de-gente com três anos.

Eu digo que é o seu primeiro amor! Porque sou uma mãe parva que gosta de o ver crescer e que não se importa de partilha-lo com uma branca-de-neve com três anos.

26 de janeiro de 2009

Sombra II

Ensinas-me sempre irmão, o que é ser um vencedor.
E porque essa é uma lição valiosa...estarei cá sempre.


Serei a tua sombra!



Já agora vida...dá para dar tréguas?!

21 de janeiro de 2009

Sombra I

Ela fica ali. Sempre ficou ali. De longe a olhar.

Ver.

Sente e investiga-me. Surpreende-me por saber insignificâncias sobre mim que nem eu sabia que existiam...

Está ali. Mesmo atrás de mim. Apanha-me os cacos.

Chorou e riu-se comigo! Viveu de nós. Para nós.

Sei que mãe quero ser...porque és minha mãe!

Obrigada...

És uma das minhas sombras.

Tenho muita sorte...Eu tenho duas sombras...

20 de janeiro de 2009

Clic

Os meus medos fazem-me crescer.
(Mesmo quando não os enfrento)...

De repente sou criança e o meu coração pula assustado com medo do escuro.
Crescer significa perceber as minhas limitações. C
onhecer os meus fantasmas.
De repente cresci, e criei novos medos dentro de mim!

O meu "crescer" agora...és tu!
Contigo descobri que o meu maior medo é perder o super-poder de mãe que cura um doi-doi com um beijinho!