3 de abril de 2009

Amor-Maior

Dizes que as folhas voam porque têm asas!
Olho para ti. Assim. A correr e a saltitar de tão contente.
Irradias alegria meu amor.

Olho para ti.
E tens asas...porque voas e voarás eternamente pelos meus dias.
Porque cresces em cada voo. E eu por vezes, quase não tenho tempo de te agarrar!

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Antes de cada voo...


Vou abraçar-te sempre!

1 de abril de 2009

O passar do tempo!

Tenho medo do tempo.
Tenho medo de fechar os olhos, e não conseguir ouvir as tuas gargalhadas.
Tenho medo de não conseguir sentir os cheiros da nossa infância. Medo de não recordar.

Fecho os olhos. E ali estão vocês. Pequeninos, com a magia de ser criança!
Caminhámos juntos. Muitas vezes. Devagar como se deve caminhar na vida!
Cresci com vocês. Cresci com vocês…

Cresci por entre casas de bonecas, e viagens à lua. Cresci por entre barbies e barriguitas. Fomos super-heróis e princesas em reinos encantados!
Olhamos o céu estrelado e ficamos acordados para ver chuvas de estrelas cadentes.
Pedimos desejos ao avistar um arco-íris.

Com vocês primas, partilhei amores de crianças e de adolescente!
Sonhei. Sonhei tanto!
Foram dias e noites que recordo com a ternura que não me deixa ficar triste.
Porque sonhamos com o dia de amanha, em que alcançaríamos os nossos mais profundos desejos, porque no mundo em que vivíamos, tudo era possível!

Sonhei sonhos de menina. Partilhei os meus primeiros amores. Contigo!

Caminhamos juntos. Muitas vezes. Devagar como se deve caminhar na vida!
Olho para trás, e tenho a certeza que sou melhor por vocês.

Hoje...sinto a chuva a bater-me na cara. A chuva que teimou em cair naquele dia.
Hoje, sinto-me um bocadinho menos.

Mas tenho-vos a vocês, recordações da minha infância. Tenho as minhas gargalhadas, tenho as vossas gargalhadas. Tenho o vosso toque. A vossa existência dentro de mim. Tenho o som do vento que correu ao nosso lado e o calor do sol que nos aqueceu a pele! Tenho a nossa praia.Tenho a brisa a passear pela casa que foi nossa, e tenho-vos eternamente tatuados na pele!
Tenho-te eternamente guardada dentro de mim.

Seremos eternos meus primos! Mesmo que agora estejamos longe e até em universos diferente.

Serás sempre eterna!

19 de março de 2009

Não há dia do Pai! Há sim, os nossos dias.

Será sempre assim...

A sensação terna e suave que entra e se encaixa junto ao coração.
Bombeia...e dali circula em todos os momentos da minha vida.
O vosso amor, está encostado ao meu coração.
E corre-me no sangue.
É quente. É vivo. É eterno e durará para além do ritmo compassado da minha respiração!

Porque sou o que vocês me fizeram ser!
E por vezes volto a ser criança e refugio-me no vosso colo.
Porque sou mulher e volto a ser criança para pedir consolo!
E vocês estão ali. Sempre. Encostados ao meu coração...

Será pouco dizer obrigada. Por tudo. Pelos momentos. Pela luta. Pelas lições. Pela humildade como me ensinaram que podia ser sempre melhor.
Excepcional.
Somos vida. Somos colo. Somos procura.
Somos eternos!

Hoje é dia do pai! E hoje, sinto um dia como todos os outros.
Porque o vosso amor está encostado ao meu coração. E corre-me no sangue!
Hoje é o vosso dia....criadores. Suave brisa que me dá colo e me deixa ser.
Obrigada...
Obrigada...

Hoje...caminham comigo. Nesta tarefa de ser criadora. Hoje aprendo a ser a sombra do meu amor-maior. E corre-me no sangue o vosso amor.
Desejo não mais que ser digna de ter o meu lugar encostado ao coração do meu maior-amor!
E talvez pela vossa magnitude, tenha sido merecedora de caminhar lado a lado, com um pai com Amor grande e que é apaixonado pelo meu tesouro!
Caminharemos juntos. E assim, seremos também eternos!




9 de março de 2009

Desenho feito algures numa sala da Emidio...
Há momentos nas horas da nossa vida, em que temos que ficar quietos.

Num silêncio profundo em que só se consegue ouvir o bater do nosso coração.
Estou.

Não voltaremos a ser os mesmos. Por isso, seremos melhores!
Porque hoje, tenho 16 anos, e estou sentada no meu miradouro, a acreditar que Amar é fácil! Estou quieta.

Acredito.

6 de março de 2009

Consciência I

Gosto de molhar bolachas Maria no leite.
Beber café sem açúcar, porque só assim ele é verdadeiro!
Groselha. Chocolate. Natas com açúcar. Morangos.
Comer uvas e cuspir os caroços.

Desenhar.
Gosto de sentir a chuva na cara.
Ver os raios de sol a imporem-se ao céu escuro e nublado.
Um dia intenso de praia. O final do dia depois desse dia.
Mergulhar num mar calmo e sentir o cabelo a mergulhar comigo.
Secar o corpo ao sol.
Adoro arrepiar-me.

Noites quentes no verão.
Dormir com tops minúsculos e boxeres igualmente minúsculos e imaginar que a lua contorna o meu corpo.
Sentir-me desejada.
Gosto de acordar pela manhã, quando os raios de sol entram suavemente pelos estores.
Espreguiçar-me! Pensar que tenho mais um dia pela frente.
Sensação de missão cumprida. Bem cumprida.
Ter consciência que falhei.

Andar na praia.
Sentir um vestido colado ao corpo empurrado pelo vento.
Abrir os braços. Sonhar. Aceitar a vida.
Revoltar-me por vezes.

Correntes de ar na minha casa.
Recordar as correntes de ar, da única casa que foi nossa.
Baloiçar em camas de rede. Olhar para os meus pés.
Fazer posses ao espelho.
Fazer cócegas.
Sonhar acordada.
Voar no tempo da minha vida, de todos os momentos que fui feliz.

Aprender com alguém.
Encontrar…Reencontrar.
Recordar.
Recordar a minha infância. Quem amo desesperadamente.
Sentir saudades. Sentir muitas saudades. Perceber que alguém me tatuou o coração. Sentir que há pessoas que me correm no sangue.
Recomeçar (porque sei que vale a pena).
Estar apaixonada.
Amar.
Amar-me.
Sentir-me com 16 anos. Saber que sou cada vez mais mulher.

Sentir que alguém fez parte das minhas vidas da minha existência.
Sentir que tenho algum tipo de poder. Sentir que alguém me vê assim.
Ver-me através de outros olhos.
Sentir que pertenço para sempre a alguém. Sentir que alguém me pertence.
Olhar nos olhos.
Sentir que consigo perceber os meus medos. Mesmo quando não os consigo ultrapassar.
Ser eu mesma.

5 de março de 2009

Cantam por mim

Choose Love

I choose to hide
But I look for you all the time
I choose to run
But I'm begging for you to come
I wanna break
But I know that you can take
I stay a while
To be sure that you're by my side

Don't look at me, just look inside
'Cause I can go through
Tell me, are you goin' tired
Of what I don't do
I wanna see, I wanna fight
'Cause I don't feel scared
Honey, if you care

I choose to find
Things that you left behind
I choose to stare
But I can take you anywhere
I wanna stay
But my soul leaves you anyway
Can close the door
And love, could you give me more

(...)

Don't wanna hear,
I wanna fight
'Cause this time I won't be wrong
And I can waste this precious time
Asking where do I belong
So let me know your love is real
'Cause this time you won't control
Tell me please, what do you feel
Do I have to save your soul

Rita Redshoes

27 de fevereiro de 2009

Será

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo.
Será que soube dar-te tudo o que querias, ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias.
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer.
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul.
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia.
será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer.
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo.
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri.
Será que lá fora os carros passam ainda, ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda.
Será que a cidade ainda está como dantes ou cantam fantasmas e bailam gigantes.
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar.
Será que as casas cantam e as pedras do chão, ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão.


Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo.
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir.
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós.
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar.
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra.
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer.


Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho.
Será,
Será,
Será!


Pedro Abrunhosa



P.S. Não baixes os braços!


26 de fevereiro de 2009

Perdida

Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que te descobri!
Encontras-te-me em frente à D.Maria. De repente paramos e eu olhei para ti.
Como nunca havia feito nos anos e anos que nos encontramos pelas ruas de Almada.
Os teus olhos esverdeados, brilhavam tanto!
Foi esse o momento. Esse milésimo de segundos em que descobri os teus olhos!
Falávamos horas a fio...
Ouviste-me. Olhaste-me como se olham as estrelas. Encantas-te-me com a tua maneira suave de me alcançar. Como se eu fosse intocável.
E eu deixei-me levar...porque percebi que eras tu!

Agora diz-me...onde estão os teus olhos esverdeados, que brilhavam tanto?
Eu...só sei que os perdi!

23 de fevereiro de 2009

Boneco de Plasticina!

O Tiago fez um boneco de plasticina.
O cabelo é azul e muito comprido. Têm cabeça, tronco e membros...e a barriga é a linha que o atravessa!...
Achei demais, pronto! E resolvi vir deixar um bocadinho da minha "baba-de-mãe" por estes lados!!!

18 de fevereiro de 2009

Crónica do Pássaro de Corda

«Vem-se à tona quando se deve vir à tona e mergulha-se quando se deve mergulhar. Quando se vem à tona, há que procurar a torre mais alta e subir até ao cimo. Quando se mergulha, há que descobrir o poço mais fundo e descer mesmo até lá abaixo.» E agora tinha ali um poço para o que desse e viesse.


Haruki Murakami

16 de fevereiro de 2009

Desculpa:

s. f.,

acto de desculpar ou de se desculpar;
ausência de culpa;
razão justificativa;
perdão;
indulgência, escusa, pretexto.

:
Não te quero nunca fazer mal!
:
do Lat. nunquamadv.,
em tempo algum;
jamais;
não.
:

14 de fevereiro de 2009

Para ti

Não sei até quando me amarás. Mas sei que vou sugar o "Nós" que criamos.
Foste tu que me ensinaste a amar, nas ruas de Almada, sempre que me davas um beijo no canto da boca e me perguntavas como estava o meu namorado.

Encontraste-me sempre que precisei, nos bancos da Emidio.
Crescemos juntos e sei que temos um caminho para percorrer.
Amo-te