26 de agosto de 2009
19 de agosto de 2009
Férias IV
Voltei aos horários e obrigações. Refugio-me nas fotografias que tirámos. Sequenciais. Algumas praticamente iguais às que tiramos segundos antes. E vejo-te, meu Amor-maior! [que está realmente cada vez maior]
Eu sei...já o disse demasiadas vezes. Mas e se eu disser que não consigo evitar dize-lo novamente?
És lindo. A tua cara é feita de feições miúdas. Nada é demasiado grande, nem demasiado pequeno. E tudo está perfeitamente equilibrado. Tens os olhos castanhos brilhantes, que expressam tudo o que sentes.
Há momentos, que do nada, ficas muito sério a olhar para mim. Assim, sem razão nenhuma. Percebi depois que procuras um sinal meu. Eu olho-te e sem dizer nada, sorriu para ti. Tu retribuis, como que a dizer "é só para saber se está tudo bem!". E continuas.
Tenho um filho lindo, que fala comigo com os olhos e me reconhece as expressões.
Férias II

Quando não se quer sentir o tempo, acabamos por o relativizar.
E quando paramos para perceber como o usamos, é bom sentir que:
Tive tempo para estar com vocês. Para olhar-vos. Para vos tocar sem pressas.
Tive tempo para te analisar e ver que cresceste muito. Depressa demais.
Tive tempo para mergulhar no mar, e ver-te aos poucos a perder o medo que tinhas das ondas.
Tivemos tempo para nós e para firmar a certeza que somos melhor assim...
12 de agosto de 2009
Chuva de estrelas
Ficamos ali, sentados num degrau, debaixo daquele céu alentejano, carregado de estrelas, esperando que de repente, elas começassem a voar...
Deitamo-nos de madrugada. Vimos estrelas-cadentes e pedimos desejos.
Esquecemo-nos apenas de um: Que ficássemos juntos para sempre!
6 de agosto de 2009
Pactos
24 de julho de 2009
Os próximos dias a que chamamos férias!!!
Dias para não ter horários....não ter rotinas.
(mesmo sabendo que as rotinas são o lado saudável-da-minha-vida, porque significa que tudo está como sempre foi).
Dias em que não chegarei apenas de carro ao meu destino.
Dias em que terei outros destinos...
Dias em que não usarei o cartão de ponto, nem ficarei preocupada por chegar 10 minutos atrasada, porque os minutos que saio mais tarde não contam...
Serão dias para andar devagar (ou depressa se me apetecer)!
Para me sentar a olhar o horizonte...ver o pôr-do-sol!
Ver o céu estrelado, ou tentar descobrir com a minha estrela-polar, em que nuvem se esconde a lua.
Descobrir novos sítios. Sentir o toque do mar no meu corpo.
Fazer sandes e lavar fruta para um dia na praia.
Para rir. Para ler. Para dormitar. Para brincar. Para Amar. Para sonhar acordada!
Para relembrar todos os dias-de-fazer-nada-e-fazer-tudo que vivi com as minhas Estrelas-cadentes.
Dias para olhar-me! Para sentir-me...
Dias para ter a certeza que nada interessa, senão ter estes dias cheios de vocês!
Serão dias que não se repetiram.
Mas que eu guardarei no meu coração que tem gavetas onde guardo todos os outros dias, e guardo sonhos, desejos, angústias, revoltas, saudades, cheiros, memórias, lições e amores!
No meu coração cabe tudo. Até os dias que ainda hoje me fazem sofrer!
Mas a gaveta maior és tu, meu Amor-maior
[e tu que és um sonho pequenino]!
Serão dias em que poderei abrir todas as gavetas do meu coração...as que eu quiser!!!
Serão dias para ter tempo para ser feliz...
...
...
...
...
Até lá...fiquem bem!
23 de julho de 2009
Quase romance
«...e, caramba, como tu ficavas bonita assim, sem precisares de dizer o que quer que fosse! Apenas a olhar em frente, como te tinha visto fazer em todos aqueles dias, no banco ao lado do meu jipe. Tu falavas pouco e essa era uma das coisas que de que eu gostava em ti. Quando tudo era bonito de mais ou duro de mais, tu ficavas calada a olhar silenciosamente. Falámos sobre isso uma vez, e eu disse-te que a vida me tinha ensinado que fácil era o ruído, as conversas sem sentido, a banalidade das palavras ditas sem necessidade alguma. De nós os dois, tu eras, sem dúvida alguma, a mais calma, a mais feliz tranquilamente. A mais disponível para o vazio e o silêncio...»
19 de julho de 2009
18 de julho de 2009
15 de julho de 2009
4
São dias em que sinto que a vida me cabe nas mãos!
Hoje, no dia perfeito, vimos o fundo do mar, e sentámo-nos à beira do Tejo com a brisa a roçar o lado esquerdo do nosso corpo.
Foi perfeito porque saltitaste, correste e falaste com os olhos.
E porque eu te amo cada vez mais...
Hoje, no dia perfeito, comemoro-te, porque há quatro anos tive-te nos meus braços.
Um dia perfeito porque vocês estiveram ao nosso lado.
Todos os dias são perfeitos, porque te tenho meu Amor-Maior!
14 de julho de 2009
34
Por tudo o que sou...bom e mau! Pelo que tenho dentro do coração e tatuado na pele!
Pelo que aprendi e conquistei em cada segundo da minha vida.
Recordo-me.
Perspectivo-me e sonho sempre a duplicar!
Lembro-me de cada festa de anos em criança que vivia intensamente.
Da chapada que a minha mãe me deu quando eu fiz 14, porque "casava" os anos e dá sorte...
E lembro-me da minha última festa de anos. A que a minha avó Aura teimou em organizar.
Naquele ano fiz 16 anos. Foi a última festa na casa do corredor grande. Teimou, talvez porque morreu um mês depois e sabia que eu nunca me iria esquecer.
Quando fiz 16 anos comemorei com quem amo e aprendi que o amor existe intensamente.
E fico feliz em cada ano. Porque me recordo e comemoro a minha existência e sei que tenho as minhas estrelas-polares. Tenho-vos.
Tenho o meu pequenino a crescer comigo nestes segundo que passam a voar!
Tenho-me e essa, é a maior prenda que a vida me dá...ano após ano!!!!
6 de julho de 2009
Agora
Neste instante, aqui fechada, era o que eu mais queria!!!
Imagino o meu quarto fresco pela brisa que percorre a casa, a cama aberta e eu, deitar-me-ia apenas sobre o lençol.
O dia ficava lá fora! Percebia-o apenas pela luz que entrava suavemente pelos buracos do estore!
E iria dormir.
Sinto-me tão cansada...
Se calhar, se eu o pudesse fazer, não conseguia sequer fechar os olhos.
O que não me preocuparia muito.
Ficaria ali, deitada, a fingir que era um bróculo!!!
Também podia ser...
29 de junho de 2009
Estrela Polar
O meu filho é um magricela! Tem pernas magrinhas e joelhos ossudos! 23 de junho de 2009
A minha noite na cidade que é minha!
Eu tinha quase 16 anos, Portugal ganhava com os sub-20, e eu estava prestes a conhecer amigas que vivem ainda nas recordações daquela noite!
A primeira de todas, na cidade que é minha.
Subíamos Almada, e o castelo enchia-se de cheiros, de sons e sabores.
E eu absorvia tudo, porque tinha quase 16 anos e era a primeira noite!
E o meu olhar brilhava com o reflexo do fogo de artifício que vi empoleirada num dos bancos do jardim do Castelo. E conheci amigos que ficaram presos na brisa daquela noite!
Ano após ano. A noite da minha cidade tornou-se um ritual, um balanço de pedacinhos de vida que era feito enquanto subia ruas até chegar ao meu miradouro. E sonhava sempre tanto... e revivia amores de mãos dadas com a Patty que partilhava o meu lado depressivo de adolescente.
E comprava pulseiras iguais às da minha amiga-para-toda-a-vida, porque tínhamos um pacto!
E tinha a vida toda pela frente, e tudo era possível.
E encontrávamo-nos sempre naquela noite que ainda hoje sinto um bocadinho minha.
Talvez para me mostrar que ainda gostavas de mim, porque me davas sempre um beijo no canto da boca e eu deixava!
É a minha noite. Porque foi das noites em que mais sonhei. Porque foi a noite em que roubaste o nosso primeiro beijo, quase às portas da casa do rés-do-chão e me mostraste que irias saber esperar. Anos depois, na minha noite subimos ruas de mão dada, orgulhosos de termos esperado!
Hoje, regressei ao meu rés-do-chão e a brisa fez-me perceber que a noite havia chegado.
Este ano quis recapitular. Voltar a sonhar. E senti-me tão bem...
O meu amor-maior subiu ruas comigo de mão dada! Subiu sem se queixar e sem pedir colo!
Apenas andámos, de mão dada. E eu senti-me tão feliz.
Eu sou feliz...
PS. Desta noite, faltou os All-star e os calçoes curtos! e tu também. Mas não faltou amor.
Miga...para o ano temos que ir comprar uma pulseira igual. Porque ainda temos um pacto! E os nossos filhos aprenderam a ser amigos no ventre!
19 de junho de 2009
15 de junho de 2009
EU
Outros dias. Outras horas.
Mas tive o peito cheio de serenidade.
E respirei fundo, enquanto sentia a tua mão pequenina envolver a minha, e te ouvia rir e a chamar por mim...
Caminhamos descalços na relva. Corremos.
Molhamos os pés. Tivemos frio. Aquecemo-nos.
Sentimos a chuva a cair sobre nós. Abrigamo-nos.
E deliciamo-nos com o cheiro da terra molhada!
Estive com o peito cheio de serenidade.
Cheio de mim...porque há dias que têm que ser assim.
E porque vocês estão aí. Descalços comigo!
1 de junho de 2009
Não há dias da criança! Há os nossos dias...
Desculpa pelos dias em que ralhei, mesmo sabendo que devia ralhar comigo mesma.








