30 de setembro de 2009
Estou em processo de Multiplicação II
Isto quer dizer que já tenho barriga, embora que pequenina. Os meus tornozelos ao fim do dia parecem os da minha avó de tão inchados. E que a minha roupa já não me serve!
Pergunto-me...como estarei daqui a 7 meses???
Assim de repente....
Talvez seja melhor não pensar nisso!!!!
29 de setembro de 2009
Avó Aura
Foi preciso crescer e perceber o que nos unia. Talvez tenha sido preciso desapareceres para perceber que não são as palavras a unir corações. Nunca falamos muito, porque eu era silenciosa, e ela esforçava-se por me ler as expressões.
Perguntava-me..."Estás triste?"
Sempre lhe respondi que não. E eu sei que me observava sem que eu percebesse.
E percebia, porque foi ela que me fez nascer. Foi ela que me tirou e me apresentou à vida!
As minhas expressões são parecidas com as dela, e pelo que dizem, algum do feitio também.
Gosto de a recordar e pensar que gosta do que eu sou. Mesmo que não tenhamos falado o suficiente, sei que também sou um bocadinho do que me ensinaste.
Gosto da certeza que tenho, de que ela sentiria orgulho de mim.
A vida não deveria ser assim. Deverias ter-me visto crescer um bocadinho mais. De me ter visto acabar o curso, e de me ter visto casar. Devias ter pegado o Tiago ao colo.
E isso teria sido tão bom, porque terias partilhado tantos momentos felizes da tua família...
...Mas também terias visto o meu irmão adoecer, e terias visto desaparecer um bocadinho de nós todos.
Mas sinto-te protectora de mim.
Recordo-te sempre neste dia. Hoje que fazias anos. Nunca me lembro do dia em que morreste. Acho que isso é bom, porque é sinal que te deixei ir.
Tenho saudades de todos nós. Tenho saudades de correr com os meus primos naquele corredor comprido. Tenho saudades.
Lembro-me sempre de ti viva.
25 de setembro de 2009
21 de setembro de 2009
Eu sei
Dizia-te baixinho, que dentro de mim, existia a certeza que tudo iria correr bem.
Sabia que continuaríamos assim, e que a vida se encarregaria de nos guiar!
Mudámos. Mas os teus olhos continuam a brilhar da mesma forma. Reconheço-os quando a corrente do nosso rio, nos traz algo de muito bom!
"Já voei muitas vezes sem saber onde ia. E já andei sem saber quem sou."
Encontraste-me sempre...desde sempre! Num trajecto, num cinema, na nossa escola, numa praia...
Encontro-me sempre...e percebo que no meu mundo, não há cinderelas nem Belas Adormecidas, nem cavalos brancos, mas existes tu.
E tu dás-me [quase]* tudo o que eu preciso!
Só quero que saibas que:
e se um dia eu disser
que já não quero estar aqui
só Deus sabe o que virá
só Deus sabe o que será
não há outro que conhece tudo o que acontece em mim...
Sara Tavares - Eu sei
* Quase...porque não é possível a perfeição, e isso é o grande desafio!
14 de setembro de 2009
9 de setembro de 2009
A música da minha infância
Nos meus desenhos, o sol podia ser vermelho e o mar amarelo. As barriguitas podiam brincar com as barbies e com os Action man do meu irmão!
Na bicicleta, conseguia ir ao Algarve e voltar, e a minha rua, transformava-se no cenário perfeito, em que eu era a iroina dos Heróis de shaolin!
À noite, ao silêncio apenas se sobrepunha os acordes que saltavam dos discos de vinil que o meu pai ouvia infinitas vezes. E ao mesmo tempo que eu brincava, ia aprendendo a gostar dos Beatles!
Sei quase todas as músicas de cor, e fazem-me voar para [o meu] mundo em que tudo era possível.
Hoje, é lançada toda a discografia remasterizada dos Beatles. E alguém já fez a reserva!
A que horas vamos buscá-la, Pai?
5 de setembro de 2009
Amanhecer
- Para sempre, sempre e sempre - murmurou Edward.
- Isso soa-me a algo mais que perfeito.
Foi então que demos asas à nossa felicidade, naquele momento pequeno, mas absoluto, na nossa eternidade.
30 de agosto de 2009
26 de agosto de 2009
mais uma coisa...

19 de agosto de 2009
Férias IV
Voltei aos horários e obrigações. Refugio-me nas fotografias que tirámos. Sequenciais. Algumas praticamente iguais às que tiramos segundos antes. E vejo-te, meu Amor-maior! [que está realmente cada vez maior]
Eu sei...já o disse demasiadas vezes. Mas e se eu disser que não consigo evitar dize-lo novamente?
És lindo. A tua cara é feita de feições miúdas. Nada é demasiado grande, nem demasiado pequeno. E tudo está perfeitamente equilibrado. Tens os olhos castanhos brilhantes, que expressam tudo o que sentes.
Há momentos, que do nada, ficas muito sério a olhar para mim. Assim, sem razão nenhuma. Percebi depois que procuras um sinal meu. Eu olho-te e sem dizer nada, sorriu para ti. Tu retribuis, como que a dizer "é só para saber se está tudo bem!". E continuas.
Tenho um filho lindo, que fala comigo com os olhos e me reconhece as expressões.
Férias II

Quando não se quer sentir o tempo, acabamos por o relativizar.
E quando paramos para perceber como o usamos, é bom sentir que:
Tive tempo para estar com vocês. Para olhar-vos. Para vos tocar sem pressas.
Tive tempo para te analisar e ver que cresceste muito. Depressa demais.
Tive tempo para mergulhar no mar, e ver-te aos poucos a perder o medo que tinhas das ondas.
Tivemos tempo para nós e para firmar a certeza que somos melhor assim...
12 de agosto de 2009
Chuva de estrelas
Ficamos ali, sentados num degrau, debaixo daquele céu alentejano, carregado de estrelas, esperando que de repente, elas começassem a voar...
Deitamo-nos de madrugada. Vimos estrelas-cadentes e pedimos desejos.
Esquecemo-nos apenas de um: Que ficássemos juntos para sempre!
6 de agosto de 2009
Pactos
24 de julho de 2009
Os próximos dias a que chamamos férias!!!
Dias para não ter horários....não ter rotinas.
(mesmo sabendo que as rotinas são o lado saudável-da-minha-vida, porque significa que tudo está como sempre foi).
Dias em que não chegarei apenas de carro ao meu destino.
Dias em que terei outros destinos...
Dias em que não usarei o cartão de ponto, nem ficarei preocupada por chegar 10 minutos atrasada, porque os minutos que saio mais tarde não contam...
Serão dias para andar devagar (ou depressa se me apetecer)!
Para me sentar a olhar o horizonte...ver o pôr-do-sol!
Ver o céu estrelado, ou tentar descobrir com a minha estrela-polar, em que nuvem se esconde a lua.
Descobrir novos sítios. Sentir o toque do mar no meu corpo.
Fazer sandes e lavar fruta para um dia na praia.
Para rir. Para ler. Para dormitar. Para brincar. Para Amar. Para sonhar acordada!
Para relembrar todos os dias-de-fazer-nada-e-fazer-tudo que vivi com as minhas Estrelas-cadentes.
Dias para olhar-me! Para sentir-me...
Dias para ter a certeza que nada interessa, senão ter estes dias cheios de vocês!
Serão dias que não se repetiram.
Mas que eu guardarei no meu coração que tem gavetas onde guardo todos os outros dias, e guardo sonhos, desejos, angústias, revoltas, saudades, cheiros, memórias, lições e amores!
No meu coração cabe tudo. Até os dias que ainda hoje me fazem sofrer!
Mas a gaveta maior és tu, meu Amor-maior
[e tu que és um sonho pequenino]!
Serão dias em que poderei abrir todas as gavetas do meu coração...as que eu quiser!!!
Serão dias para ter tempo para ser feliz...
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Até lá...fiquem bem!
23 de julho de 2009
Quase romance
«...e, caramba, como tu ficavas bonita assim, sem precisares de dizer o que quer que fosse! Apenas a olhar em frente, como te tinha visto fazer em todos aqueles dias, no banco ao lado do meu jipe. Tu falavas pouco e essa era uma das coisas que de que eu gostava em ti. Quando tudo era bonito de mais ou duro de mais, tu ficavas calada a olhar silenciosamente. Falámos sobre isso uma vez, e eu disse-te que a vida me tinha ensinado que fácil era o ruído, as conversas sem sentido, a banalidade das palavras ditas sem necessidade alguma. De nós os dois, tu eras, sem dúvida alguma, a mais calma, a mais feliz tranquilamente. A mais disponível para o vazio e o silêncio...»






